Tales de Mileto
Data de nascimento: 624 a.C./623 a.C.
Local: Mileto, atual Turquia Morte c. 548 a.C./546 a.C.
Áreas de estudo: Metafísica, Ética, Matemática, Astronomia
Influenciados por Tales de Mileto:
Pitágoras (570 - 545 a. C)
Anaximandro (619 - 546 a. C)
Anaxímenes (588 - 524 a. C)
Tales é apontado como um dos sete sábios da Grécia Antiga. Além disso, foi o fundador da Escola Jônica. Considerava a água como sendo a origem de todas as coisas, e seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial”, que constituía a essência do universo, concordavam com ele no que dizia respeito à existência de um “princípio único" para essa natureza primordial.
Entre os principais discípulos de Tales de Mileto merecem destaque: Anaximandro de Mileto, para quem os mundos eram infinitos em sua perpétua inter-relação; e Anaxímenes de Mileto que afirmava que o "ar" era a substância primária.
No naturalismo esboçou o que podemos citar como os primeiros passos do pensamento Teórico evolucionista: "O mundo evoluiu da água por processos naturais", disse ele, aproximadamente 2460 anos antes de Charles Darwin. Sendo seguido por Empédocles de Agrigento na mesma linha de pensamento evolutivo: "Sobrevive aquele que está melhor capacitado". Tales foi o primeiro a explicar o eclipse solar, ao verificar que a Lua é iluminada por esse astro.[carece de fontes] Segundo Heródoto, ele teria previsto um eclipse solar em 585 a.C. Para Aristóteles, esse evento marca o início da filosofia. Os astrônomos modernos calculam que esse eclipse se apresentou em 28 de maio do ano mencionado por Heródoto.
Interpretação nietzschiana
“A Filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário determo-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e, enfim, em terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de crisálida (estado latente, prestes a se transformar), está contido o pensamento: “Tudo é Um”. A razão citada em primeiro lugar deixa Tales ainda em comunidade com os religiosos e supersticiosos, a segunda o tira dessa sociedade e o mostra como investigador da natureza, mas, em virtude da terceira, Tales se torna o primeiro filósofo grego.”
Friedrich Nietzsche, em A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos

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