80 Tiros por engano: Trágico incidente Ou fuzilamento?
A morte do músico Evaldo Rosa dos Santos, de 51 anos, fuzilado por militares do exército brasileiro, no dia 07 de Abril de 2019 no domingo, na Zona Oeste do estado do Rio de Janeiro deixou o Brasil comovido.
O músico se dirigia para um chá de bebê, ele no volante, seu sogro do lado, sua esposa, seu filho e uma amiga da família no banco de trás, quando foram metralhados pelos militares, as duas mulheres e a criança de 07 anos conseguiram fugir a pé, infelizmente, o músico foi morto na hora. Um cidadão que passava na hora foi atingido nas costas e foi internado em estado grave.
Em reportagem, a esposa disse que pediu para que os militares socorressem seu esposo, mas os militares não apenas ignoraram o pedido de ajuda como também, debocharam da vítima.
Sobre os acusados
A polícia informou que duas horas antes, um homem registrou que foi assaltado por dois criminosos em um carro branco próximo do local. Essa seria a justificativa, uma vez que os militares confundiram os carros. (Tópico 1) No dia 08, o exército emitiu um comunicado (Fonte Reportagem da Rede Globo) dizendo que havia inconsistências entre os fatos narrados após o ocorrido e as informações recolhidas após investigações.
Por isso, os dez dos doze militares chamados para depor foram afastados e presos na segunda-feira, dia 08, por determinação do comando militar do leste. Mas no dia 10, A juíza Mariana Campos, da 1ª auditoria da Justiça Militar, decidiu pela conversão da prisão temporária em preventiva de 9 dos 10 militares presos por participação na morte de Evaldo da Silva.
Vale lembrar que devido a uma lei aprovada pelo vice-presidente Michel Temer no cargo da presidência na época, assinou uma alteração na lei em 13 de Outubro de 2017, fazendo que desde então, quando um integrante das forças armadas mata um civil, o militar será julgado pela Justiça Militar da União.
Permanecerão presos:
- Tenente Ítalo da Silva Nunes Romualdo,
- Sargento Fábio Henrique Souza Braz da Silva
- Soldado Gabriel Honorato
- Soldado Matheus Santanna Claudino
- Soldado Marlon Conceicao da Silva
- Soldado João Lucas Goncalo
- Soldado Leonardo Oliveira de Souza
- Soldado Gabriel da Silva Barros Lins
- Soldado Vitor Borges de Oliveira
O que diz o Ministro Sérgio Moro?
O Ministro da Justiça Sérgio Moro, em uma entrevista ao Bial, disse que o ocorrido poderia ser classificado como "um incidente trágico" e que esse fato não tem nenhuma relação com o seu pacote anticrime. Além de ter chamado a tragédia do Exército de Guadalupe como "trapalhada assassina."
Para lembrar, Sérgio Moro está tentando aprovar um pacote de medidas chamadas de pacote anticrime, que ficou conhecido popularmente como licença para matar.
Presidente Jair Bolsonaro, o que diz?
Ele não se pronunciou, se limitando a dizer através do seu porta-voz que confia na investigação.
Deixo com vocês...
Deixo com vocês um excelente artigo Oitenta enganos, que nos traz ótimas reflexões para pensarmos realmente se isso foi apenas uma tragédia, um engano ou um incidente.
Fontes
Reportagem da Rede Globo no dia 08/04/2019

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