O que é ciência e pseudociência para Karl Popper?
O século XVIII, XIX e XX tiveram como uma de suas principais problemáticas a necessidade de definir com exatidão o que é ciência. Como distinguir uma teoria científica de uma não científica? Assim surgiu o problema da demarcação, lidando com essa questão o filósofo Karl Popper propôs que toda teoria tivesse duas características para poder ser considerada científica: Ser falsificável e ainda se manter.
Tal critério de falsificabilidade, estabelecido por Popper, diz que uma teoria pode ser considerada científica somente quando satisfaz a duas condições: (a) ser falsificável, isto é, pode ser, em linha de princípio, desmentida ou contradita. (b) não ter sido ainda achada falsa de fato. (Maurício, p.103)
Ser falsificável significa poder ser testada, pois uma teoria irrefutável é uma teoria não científica, pois se não é possível testá-la, então não temos como saber se ela realmente corresponde à realidade.
Na concepção de Popper, ao contrário do que geralmente se pensa, uma teoria irrefutável não pode ser considerada científica, pois não pode ser testada. Portanto, a primeira distinção que se pode fazer entre ciência e pseudociência é que a primeira possa ser refutável, falsificável, e a segunda não apresenta essa característica. (Maurício, p.103 )
Assim vamos pensar no seguinte exemplo: A teoria dos unicórnios, eles podem existir, o fato de nunca termos visto um não significa necessariamente a sua inexistência, porém, para torná-la uma teoria científica eu preciso torná-la falsificável, ou seja, testável, dizer que unicórnios existem não é científico, mas se eu afirmo que existem unicórnios no interior da antártica inexplorável, ela se torna científica. Pois ela é testável, basta que mandarmos uma equipe explorar a antártica onde ela nunca foi explorada.
Vale ressaltar dois pontos: O primeiro é que uma teoria não ter sido refutada até hoje não garante seu absolutismo, pois nenhuma teoria é, outro ponto importante é que teorias que não podem ser testadas por fatores de época, como tecnologia por exemplo, também não significam que não sejam possíveis, apenas ficam esperando sua refutabilidade ser testada.
Queremos ressaltar que o fato de uma teoria ainda não ter sido falseada não garante que ela não possa sê-la, de modo que não há teoria que se sustente absolutamente. Toda teoria, se quiser manter se como sendo científica, está fadada a ser falseada. (Maurício, p.107)
Por exemplo, astrologia é tão pseudociência quanto ufologia, astrobiologia e o programa SETI que buscam por vida inteligente fora da terra. A questão aqui não é negar novas teorias por mais absurdas que sejam, mas é de responsabilidade de seus idealizadores proponham métodos para outros cientistas testarem suas teorias.
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